A PAIXÃO DE SER UMA “ZEBRA” - 04.07.2012

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Bill LeMonnier, Renato Orosco Brandi, André José Adler em Guarulhos, SP.
Bill LeMonnier, o grande árbitro da NCAA, disse na clínica que ministrou em São Paulo em junho de 2011, que os árbitros são "os guardiões do jogo". Esta verdade que manteve-se presente na memória de todos que lá estiveram dimensiona bem a importância dos zebras. Renato Orosco Brandi estava lá e nos oferece um pouco de sua história.   Desde 2009 me tornei árbitro de futebol americano, quando dizia aos meus amigos que não poderia comparecer aos eventos, ou mesmo a minha família: “esse domingo não posso, vou apitar um jogo”, imaginem só vocês a surpresa quando falava que essa partida seria de Futebol Americano. As perguntas mais frequentes que ouvia eram: “existe isso aqui”? “Mas você entende alguma coisa”?  “Não é muito violento, não”? Entre muitas outras, mas a que mais me cutucava era: “porque você não virou jogador”? Boa pergunta!!!!!!!!!!!!!!! Comecei a gostar de Futebol Americano assistindo as transmissões com André José Adler e Marco Alfaro, dois gênios na narração, e desde então me apaixonei pelo esporte. Como todo adolescente, achei que sabia tudo, pois jogava muito videogame e conhecia as regras. Mas foi no final de 2008 que descobri uma liga de Futebol Americano em São Paulo e resolvi que de algum modo eu teria que me ligar ao esporte, mas como? Vi que no auge dos meus 1,68m e 80kg estava bem longe de ser um atleta, quem sabe então ser um árbitro... E foi assim que resolvi mandar um e-mail para me inscrever para o curso de arbitragem. Nunca mais parei de estudar, comecei a acompanhar inúmeras partidas nacionais e internacionais. Foi em uma das partidas aqui que conheci um dos meus maiores mentores posteriormente, Jean Pierre Soares, que é sem dúvida nenhuma o maior árbitro de Futebol Americano do país. Comecei acompanhar as partidas que ele arbitrava para poder aprender todas as suas manhas. Foi em 2010, que tive um dos momentos mais legais da minha carreira quando fiz parte pela primeira vez da equipe do Jean, num jogo válido pelo Torneio Touchdown, Spartans X Vasco, em Pouso Alegre, desde então nos laços de amizade se solidificaram. E no final do ano passado tivemos juntos um dos momentos mais marcantes para a história do Futebol Americano nacional, a primeira final transmitida pela ESPN Brasil, e estávamos lá apitando juntos o memorável Corinthians Steamrollers contra o Vila Velha Tritões. Mas o que tudo isso tem a ver com a paixão de ser árbitro? Durante todos esses anos aprendi algumas lições importantes tanto para o meu trabalho como para a minha vida. Na nossa profissão nunca podemos nos achar superiores ao jogo, mas parte dele, que ser um árbitro é tão importante quanto um dos jogadores, saber ouvir críticas e conselhos fazem parte do seu crescimento e jamais deixar de estudar. Hoje o nosso esporte cresce de maneira galopante e precisamos cada vez mais de árbitros capazes de conduzirem partidas com cada vez mais grau de dificuldades devido ao crescimento técnico das equipes. Caso você tenha interesse em ser mais uma “zebrinha” entre em contato pelo e-mail apaefa@hotmail.com.   Imagens:
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